Tem dias em que me entristeço ao ler relatos de consumidores insatisfeitos com o nível de atendimento de algumas empresas brasileiras. Hoje é um destes dias. Estava lendo o site da Agência Sebrae e me deparei com o artigo que deixo a seguir.
Como diz a frase célebre – “se lhe derem limões faça uma limonada”, precisamos tirar algo de positivo de cada feedback de clientes. Espero que esta transcrição sejá útil para você refletir sobre sua empresa.
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Gerenciamento da rejeição ao cliente
Esta descoberta é oriunda da experiência própria de muitos anos como consumidor, por absurdos ocorridos de mau atendimento em diversas empresas boavistenses
Tom Zé Albuquerque
Entre tantas e tantas ferramentas apresentadas no mundo do Marketing, principalmente vindas dos Estados Unidos (e que geralmente a maioria dos brasileiros obedece), existe uma formada pelas letras CRM (customer relationship management), que significa gestão de relacionamento com o cliente. Embora tenha nascido no campo tecnológico da informação, hoje foca na relação direta e ampla entre quem vende e quem compra. Até aí tudo bem, o que é preocupante é o porquê de esse recurso não ser adotado em uma parte considerável das empresas em Boa Vista, independentemente de sigla.
Para ser mais didático, existem três tipos de CRM: o Operacional que busca criar vários canais para o relacionamento da empresa com o cliente; o Analítico, na geração de consistência da relação; e o Colaborativo, no intuito de agregar maior valor ao cliente através do conhecimento. Porém, estou a concluir que em muitos flancos empresariais de Boa Vista o CRM utilizado é o Customer Rejection Management, ou seja, gestão de rejeição ao cliente.
Esta descoberta é oriunda da experiência própria de muitos anos como consumidor, por absurdos ocorridos de mau atendimento em diversas empresas boavistenses, acarretando vergonhas, humilhações, descasos, desrespeitos, julgamentos impróprios, desconfianças, insultos, fraudes, enfim, tudo convenientemente apropriado para expulsar um cliente de uma empresa.
No mês passado fechou as portas mais um negócio cujo histórico em aviltar a relação entre empresa e cliente é impressionante. O atendimento dependia primeiramente do tipo, modelo e ano do carro que o propenso comprador chegasse na loja; depois, a roupa (prioritariamente a grife); após, uma pequena entrevista para sentir a posição social do comprador; além disso, tinha que demonstrar a tipicidade do cartão de crédito, conta bancária, rede de relacionamentos, entre outros.
E outras mais irão falir; e pior, buscarão sempre a culpa pelo insucesso do negócio em alguém ou em algo alheio ao real, e dificilmente reconhecerão a prepotência e arrogância no gerir ou a ausência de tratamento igualitário.
Quem não foi insultado ao pedir um desconto? Quem já não entrou em uma loja e saiu sem sequer ser notado pelos vendedores? Quem não passou o vexame de ter o cartão rejeitado por problemas técnicos e ouvir do atendente uma declaração irônica e condenatória que “o cartão não passou!”. Quem não foi desprezado em querer ser atendido por um profissional (inclusive médico, que teoricamente salva vida ou ameniza dor) que resolveu não ir trabalhar naquele dia, por motivos guardados em sepulcros?
Isso é o CRM presente no novel mercado boavistense, que tem muito a melhorar, a evitar, primeiramente, o expurgo do cliente de seus domínios. Devemos considerar, porém, uma fatia empresarial que já internalizou a impreterível necessidade de ofertar ambiente, bens e serviços tratando o cliente como único, com respeito e visando solidificar a cada dia o relacionamento entre as partes.
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Continuamos Detonando CRM!